Apesar das visitas
Breves do pavor
A beleza é tudo
O que permanece
Matilde Campilho
In: Jóquei (2014)
-
Não há comentários em Avarandado
-
E no teu rosto aberto sobre o mar
cada palavra era apenas o rumor
de um bando de gaivotas a passar.
Eugénio de Andrade
In: As mãos e os frutos (1948) -
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.
Hilda Hilst
In: Da noite (1992)
